quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Neuropsicopedagoga Lidiane Leite entrega trabalho final institucional na Unip


Nosso trabalho institucional foi avaliar uma creche em SP. E com base nos instrumentos que utilizamos para avaliação, percebemos que havia uma necessidade por parte das professoras em promover os estímulos adequados e aproveitar todas as vias sensoriais para promover às aprendizagens necessárias. Parafraseando o Educador e Pedagogo português da Escola da Ponte, Jose Pacheco, “hoje temos crianças do século 21, sendo educadas por professores do século 20, com métodos pedagógicos do século 19”.  Sendo assim, nossa hipótese foi de que havia uma carência no trabalho de desenvolvimento sensorial e motor das crianças de 3 a 6 anos na instituição, bem como as características do desempenho das habilidades motoras e sensoriais na faixa etária de 0 a 5 anos.
Com base em nossas leituras e pesquisas elaboramos um kit com brinquedos para que as professoras pudessem trabalhar no segundo semestre. Também preparamos um resumo do conteúdo e outras informações que consideramos importantes para que as professoras pudessem, depois, pesquisar e preparar as aulas com brincadeiras direcionadas e focadas nos problemas identificados.  
            Elaboramos um circuito multissensorial para realizar com as próprias professoras para que elas compreendessem a necessidade de trabalhar com as crianças as atividades bimanuais de manipulação de pequenos materiais, missangas, plástico bolha, conta gotas e bordados, que vão favorecer a aquisição ou aperfeiçoamento da coordenação motora fina. Durante as atividades no circuito usamos texturas diferentes.
            Por fim, realizamos brincadeiras que envolviam movimentos e coordenação motora grossa e equilíbrio. Acreditamos que crescer é um processo complexo. Tentamos mostrar aos professores que eles possuem uma grande importância para a formação da personalidade do aluno e compartilhamos um pouco do conhecimento adquirido no curso de especialização, para que as educadoras possam compreender melhor o desenvolvimento cerebral.
            Segundo Levi Montalcini (2008), o total desconhecimento da estrutura e funcionamento cerebral subjacente aos processos cognitivos da criança impediu, nos últimos séculos, a adição de práticas educacionais mais pertinentes e eficazes.       Nosso objetivo não foi sobrecarregar os professores da instituição, pelo contrário, foi de empoderar-lhes, sendo uma escolha deles de realizar ou não as tarefas propostas.
            Concordamos com as autoras Tara Losquadro Liddle e Lara Yorke (2007)  que revela em seu livro que a  chave, então, para ajudar seu filho a desenvolver todo o potencial é ser vigilante, mas não reagir demais ao comportamento dele - seja um recém nascido,  ou seja,  uma criança pequena. A maneira como ele reage aos estímulos diz muito sobre sua capacidade de processar e integrar novas informações. O comportamento dele é a janela para seu sistema nervoso.