A neuropsicopedagoga Lidiane Leite alerta que nem todos os casos identificados como TDAH representam, de fato, o transtorno.
A especialista destaca que um dos principais desafios atuais é evitar avaliações superficiais, que podem levar a interpretações equivocadas do comportamento infantil.
“Nem todo comportamento de desatenção é TDAH. Existem outras condições que podem gerar sintomas semelhantes e precisam ser investigadas com critério”, afirma.
Estimativas internacionais indicam que cerca de 5% das crianças em idade escolar apresentam TDAH. Apesar disso, profissionais da área destacam que sintomas como desatenção e impulsividade também podem estar associados a outras alterações do desenvolvimento.
Entre os pontos de atenção no processo diagnóstico está a investigação do Processamento Auditivo Central (PAC). Segundo a especialista, alterações nessa condição podem comprometer atenção, compreensão e resposta a comandos verbais, gerando sinais que podem se confundir com o TDAH.
“O maior risco não é apenas o diagnóstico, mas o diagnóstico incompleto”, reforça Lidiane Leite.
A especialista explica ainda que diferentes transtornos podem apresentar sintomas semelhantes, o que exige uma investigação aprofundada das causas das dificuldades apresentadas pela criança.
A avaliação deve considerar o desenvolvimento global, incluindo aspectos cognitivos, emocionais e motores, dentro de uma abordagem biopsicossocial.
No contexto escolar, Lidiane destaca que adaptações simples podem gerar impacto significativo na aprendizagem, como divisão de tarefas, instruções claras e uso de recursos visuais.
Por fim, a neuropsicopedagoga reforça que diretrizes internacionais, como as da American Academy of Pediatrics, recomendam que intervenções comportamentais e orientação parental sejam parte central do cuidado na infância, especialmente nos casos de TDAH.
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